Circo Mínimo
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Road Movie

“Road Movie” é um monólogo de narrativa ousada, labiríntica, onde o espectador parece se perder, para se encontrar mais adiante, numa conversa constante com sua própria percepção e análise.

O espetáculo propõe o diálogo entre teatro e cinema, ao mesmo tempo em que discute questões como amizade, trabalho, família, criação artística e morte. A trama concentra-se num funcionário de videolocadora dividido entre a paixão pelo universo do cinema e a realidade concreta representada pela chegada da paternidade.

Ironia, humor, filme noir, mistério, tragicomédia e teatro físico são alguns dos ingredientes utilizados na encenação.

Com orientação de Nick Whitfield (um dos autores da obra), a diretora Carla Candiotto e o ator Rodrigo Matheus conduzem a montagem brasileira de “Road Movie”.

Nomes de referência na cena teatral e circense paulistana, Candiotto e Matheus se aventuram aqui pelo desafio de harmonizar as estéticas do palco e da tela grande: a montagem explora o recurso de projeções contracenando com o ator no palco. Sem, contudo, tirar do ator o papel de protagonista da obra. As projeções são suporte narrativo e dramatúrgico.

“Road Movie” é o termo que caracteriza um estilo de filme, cuja ação se passa durante uma viagem, como “Thelma & Louise” (de Ridley Scott) ou “Easy Rider” (de Dennis Hopper).

Nick Whitfield e Wes Williams usam esse estilo de filme como metáfora para conduzir o espectador pela história de Alex, um obcecado por cinema, que vive em função da vídeo-locadora onde trabalha e usa cenas e filmes para se relacionar com o mundo exterior e as pessoas. Na ação do espetáculo, Alex tenta descobrir o paradeiro de “Elvis”, seu companheiro de trabalho desaparecido, em um autêntico ‘filme noir’, personagem este que representa sua face utópica e criativa de artista.

Como não consegue sair do plano da utopia, Elvis também reflete o lado ressentido do personagem, cuja criação nunca se realiza.

A chegada do pequeno Bill abala radicalmente a rotina de Alex. É quando ele deixa de gravitar em torno do cinema e de seu mundo imaginário para se defrontar com a realidade, apaixonante e complexa, de ser pai e ter de se dedicar a uma nova vida, diferente da que ele sonhou como criador.

Durante o desenvolvimento da trama, o conflito entre o mundo real e o imaginário se acirra, principalmente quando a convivência com o bebê leva o pai a descobrir novas perspectivas e lhe dá armas para duelar com os seus medos e frustrações. Ao mesmo tempo, lhe revela novas possibilidades de compreensão do mundo à sua volta e, consequentemente, de produção criativa.
 
  


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