Circo Mínimo
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 O Circo Mínimo surgiu para dar vazão ao desejo de misturar as linguagens do teatro e do circo que, na época de sua fundação, em 1988, eram bem separados.

Ao mesmo tempo, tem como foco a pesquisa de linguagem, os nortes do teatro físico, tentando, porém, adicionar as possibilidades oferecidas pelas técnicas do circo para falar do ser humano, sob a perspectiva do coletivo, da vida em sociedade.

O Circo Mínimo sempre fala do ser humano, da solidão do indivíduo e das dificuldades da vida em sociedade, seja pelas próprias imperfeições dos indivíduos, seja pela falta de ideologia coletiva, ou de compreensão do funcionamento das engrenagens da sociedade.

Um homem olhando para cima, buscando se aproximar de Deus. Um Deus, olhando para baixo, tentando se livrar de suas amarras e se juntar ao seres que criou. Por um pouco de paz, que não virá. Um casal, tentando manter-se suspenso, usando o outro como apoio, mas tentando ao mesmo tempo derrubá-lo...

O aspecto político sempre esteve presente, ou ao menos latente. Uma trajetória humanista, de certa forma libertária, mas nunca afeita ao panfleto. Pelo contrário, sempre buscou a liberdade do espectador para completar a criação. A forma como conteúdo.

Apesar de ter surgido com apenas um integrante, o Circo mínimo sempre teve a vocação para o coletivo. Teve, em 2000, dez integrantes e tem, hoje, seis. Foi um dos idealizadores e fundadores da Central do Circo e do CEFAC, ambas iniciativas muito mais para a categoria que para um benefício direto ou localizado.

Durante os vinte e oito anos de sua existência, sempre buscou parceiros, colegas, times, equipes e bandos. O Circo Mínimo sempre acreditou que a criação é sempre um processo coletivo. Arte se cria junto, em diálogo com o tempo. Isso resulta em processo. Outro tempo, outras pessoas, fazem outro processo.
 

 


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